Reforma antecipada aos 40. Sim ou não?

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Kamba. já alguma vez lhe passou pela cabeça, que se pudesse deixaria de trabalhar aos 40 anos ou aos 50 anos e dedicava-se apenas a projectos pessoais?

É um plano que está na cabeça de muitas pessoas na casa dos 20 a 30 anos e existe até um movimento mundialmente famoso neste sentido, que é o movimento F.I.R.E.

O FIRE, sigla para “Financial Independence, Retire Early” ou “Independência financeira, reforma antecipada”, surgiu nos anos 90 com a ideia de base que é conseguir gerir de tal forma os rendimentos, poupando o máximo que, depois de 15 ou 20 anos de trabalho, possa reformar-se aos 40.

Seguindo este plano, de reforma antecipada a ideia é ter dinheiro poupado e investido que lhe gere rendimentos para sustentar os seus gastos mensais até ao final da sua vida. Uma das grandes críticas do FIRE é que alguns dos seus seguidores ganham uma verdadeira obsessão por poupar até o ultimo cêntimo para usar no futuro, passando muitas vezes por necessidades o que afecta negativamente o seu bem estar e qualidade de vida.

Eu pessoalmente não sou fã de projectos muito radicais, sou mais a favor de um plano financeiro equilibrado em que o presente deve ser aproveitado ao mesmo tempo que nos preparamos para o futuro, claro que sempre irão surgir momentos em que será necessário apertar o cinto para atingir os seus objectivos o que é perfeitamente normal.

Também não podemos nos esquecer que questões como o aumento da esperança de vida (há quem diga que os 40 são os novos 20), inflação e as crises económicas irão impactar a qualidade de vida na reforma.

Ou seja, você vai viver mais, os preços dos bens e serviços irão subir e há grande probabilidade de passar por dificuldades se não estiver bem preparado.

Têm surgindo várias outras tendências sobre a melhor forma de aproveitar a reforma e uma delas é a de Semi-reformado, pessoas que optam por continuar a trabalhar mesmo até ultrapassando a idade da reforma optando por trabalhos menos stressantes e com maior realização pessoal ainda que com um salário inferior. Assim sentem-se uteis, mantêm relações profissionais e de amizade e continuam a ganhar dinheiro ao mesmo tempo que usufruem dos rendimentos dos seus investimentos.

Algumas dessa opções faz sentido para a sua vida? Deixaria de trabalhar aos 40 anos?

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