Saída da Uber da Nigéria afecta startup de crédito a motoristas

A saída da Uber da Nigéria está a criar um problema que vai além dos passageiros e motoristas da plataforma. A decisão também ameaça o modelo de negócio da Moove, startup nigeriana especializada no financiamento de veículos para trabalhadores da mobilidade.

A Uber encerrou as operações no país em 2 de Setembro de 2026, depois de 12 anos de actividade. A empresa afirmou que a decisão resultou de uma revisão das suas prioridades de negócio e do foco dos investimentos em África.

O problema para a Moove está no modelo que desenvolveu na Nigéria. Há cerca de cinco anos, a empresa começou a financiar viaturas novas para motoristas da Uber, com pagamentos associados aos rendimentos diários obtidos pelos condutores.

Com a saída da Uber, os motoristas precisam de encontrar outras fontes de rendimento para continuar a pagar os veículos. Ao mesmo tempo, a Moove está a ponderar abandonar o mercado nigeriano, segundo informações divulgadas em Setembro.

O caso deixa uma lição para startups africanas: uma oportunidade de mercado pode transformar-se rapidamente num risco quando o negócio depende excessivamente de um único parceiro.

Para quem pretende investir em mobilidade em Angola, a questão não deve ser apenas quanto o negócio pode crescer, mas também como continuará a funcionar quando as condições do mercado mudarem.

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