Medicamentos para hipertensão e diabetes custam entre 2 a 4 salários mínimos

Em Angola, os custos de tratamento de doenças crónicas, como hipertensão e diabetes, representam um desafio sério para muitos cidadãos, especialmente para quem está na idade da reforma, com rendimentos fixos e limitada capacidade financeira. Segundo uma análise do Expansão, a combinação de medicamentos necessária para controlar essas doenças custa entre 213 000 Kz e 390 000 Kz por mês, o que equivale a cerca de 2 a 4 salários mínimos vigentes no país.

Para um reformado cuja pensão é modesta, essa despesa é um peso enorme. Muitas vezes, boa parte da reforma pode ser “consumida” apenas com medicamentos, sem contar consultas médicas, exames ou outros cuidados básicos de saúde. Doenças crónicas exigem tratamentos prolongados em muitos casos, para toda a vida, o que faz com que esses custos se tornem repetitivos e difíceis de gerir no orçamento familiar.

Especialistas defendem que políticas de subvenção estatal a medicamentos essenciais e programas de apoio social são fundamentais para aliviar este fardo, especialmente com a população a envelhecer e mais pessoas a viver com doenças crónicas. Uma reforma financeiramente segura hoje depende de estratégias que considerem, de forma direta, estes custos que não podem ser adiados nem ignorados.

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