O sistema bancário angolano começa a dar sinais de alívio. Em 2025, o crédito malparado, ou seja, os empréstimos que não estão a ser pagos, caiu em cerca de 256 milhões de dólares, fixando-se em 15,8% do total concedido pelos bancos.
Na prática, isto significa que, por cada 1.000 kwanzas emprestados, cerca de 158 estão em incumprimento, um valor ainda elevado, mas melhor do que nos anos anteriores.
Esta melhoria está ligada, sobretudo, à descida das taxas de juro. Com a inflação a abrandar, o Banco Nacional de Angola reduziu a taxa de referência, o que levou a prestações mais baixas para muitos clientes.
Quando as prestações ficam mais leves, famílias e empresas conseguem cumprir melhor os seus compromissos. E isso cria um efeito positivo em cadeia: menos incumprimento, bancos mais estáveis e maior disponibilidade para conceder novos créditos.
Apesar do progresso, o nível de crédito malparado ainda está longe de níveis considerados saudáveis. Ainda assim, os sinais são claros: o ambiente financeiro está a tornar-se menos pesado para quem depende de crédito no dia a dia.