A Shein chegou à bolsa de Hong Kong, mas a estreia ficou longe de ser uma festa. A gigante chinesa da moda rápida foi avaliada em pouco mais de 26 mil milhões de dólares, muito abaixo dos quase 100 mil milhões de dólares que chegou a valer em 2022.
Nas primeiras horas de negociação, as acções chegaram a cair 10%.
O resultado reflecte várias preocupações. O crescimento das receitas da empresa desacelerou de 41,1% em 2023 para 20,7% em 2024 e apenas 8% em 2025. No primeiro trimestre de 2026, a Shein registou ainda um prejuízo de 99 milhões de dólares, depois de ter obtido um lucro de 395 milhões no mesmo período do ano anterior.
Há também pressão regulatória. Em França, entrou em vigor uma penalização sobre determinadas peças consideradas de “moda ultra descartável”, podendo atingir até 12 euros por algumas peças já em 2026. A partir de 2027, a publicidade a estas marcas também será alvo de restrições.
Para quem compra na Shein a partir de Angola, a notícia deixa uma lição simples: preços muito baixos podem depender de um modelo de negócio que está a ser cada vez mais pressionado. Mudanças nas regras ou nos custos podem, no futuro, chegar ao preço pago pelo consumidor.