A maioria das empresas angolanas ainda não prepara os seus trabalhadores para uma das fases mais importantes da vida: a reforma.
Um estudo Elite Employer Angola, promovido pela Tempus Global Group, revela que apenas 7% das empresas analisadas desenvolvem algum tipo de actividade para preparar os seus colaboradores para a reforma. A pesquisa avaliou 130 empresas angolanas e foi realizada entre Agosto e Outubro de 2025.
O dado merece atenção porque a reforma representa uma mudança significativa no orçamento familiar. Quando o salário deixa de entrar todos os meses, despesas como alimentação, habitação, saúde e apoio à família continuam a existir.
A questão, por isso, não deve ser apenas “quanto vou receber quando me reformar?”, mas também “será suficiente para manter a minha vida?”
O estudo avaliou as empresas em cinco áreas: compensação e benefícios, carreira, ambiente de trabalho, cultura e equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Os resultados mostram que a preparação para a reforma ainda ocupa um espaço reduzido nas políticas de benefícios das empresas.
Para o trabalhador, a principal mensagem é simples: não esperar pela proximidade da reforma para começar a preparar o futuro. Conhecer os seus direitos, acompanhar as contribuições, controlar as despesas e criar, quando possível, uma estratégia de poupança pode fazer diferença.
A reforma pode parecer distante enquanto existe um salário. Mas o momento de começar a prepará-la é precisamente enquanto esse salário ainda existe.





