O custo de arrendar casa em Luanda continua a subir e já começa a mudar a forma como muitas famílias organizam a sua vida financeira. Um novo relatório do mercado imobiliário angolano “Angola Property Market Report” indica que as rendas aumentaram entre 20% e 30% desde 2025, pressionadas pela elevada procura e pela falta de oferta habitacional formal.
Segundo o documento, o Kilamba tornou-se o principal destino da nova classe média urbana. A zona atrai jovens profissionais e famílias por oferecer habitação mais moderna, organizada e relativamente mais acessível do que áreas tradicionais da capital. Já Talatona, durante anos associado ao mercado de luxo e aos expatriados, perdeu força devido à desaceleração económica e à redução da procura de imóveis premium.
O relatório também destaca que o acesso ao crédito habitação continua limitado, obrigando muitas famílias a depender exclusivamente do arrendamento. Ao mesmo tempo, a inflação mantém-se elevada e os custos de construção continuam pressionados.
Na prática, viver em Luanda está cada vez mais caro. Para muitos cidadãos, encontrar uma casa com renda suportável tornou-se um desafio diário, sobretudo para quem recebe salário fixo em kwanzas.