Segundo a Forbes, estes são os 10 jogadores mais bem pagos do mundo

Lamine Yamal, de 19 anos, é um dos destaques do ranking dos futebolistas mais bem pagos do mundo, divulgado pela revista Forbes. O jovem avançado do Barcelona tem rendimentos estimados em 55 milhões de dólares na temporada 2026/27, dos quais 35 milhões estão associados à actividade desportiva e 20 milhões provêm de actividades comerciais.

A evolução dos rendimentos de Yamal mostra como o talento desportivo pode abrir portas a oportunidades fora dos relvados. O internacional espanhol tem vindo a atrair marcas internacionais, incluindo a American Eagle, a Coca-Cola e a McDonald’s, reforçando o valor comercial da sua imagem.

Apesar desta ascensão, os valores mais elevados continuam a pertencer a duas das maiores figuras do futebol mundial: Cristiano Ronaldo, com 300 milhões de dólares estimados, e Lionel Messi, com 145 milhões. O português joga no Al-Nassr, da Arábia Saudita, enquanto o argentino representa o Inter Miami, dos Estados Unidos.

Os 10 jogadores mais bem pagos do mundo, segundo a Forbes:

  • 1. Cristiano Ronaldo — Al-Nassr: 300 milhões de dólares no total; 250 milhões dentro do campo e 50 milhões fora do campo.
  • 2. Lionel Messi — Inter Miami: 145 milhões; 70 milhões dentro do campo e 75 milhões fora do campo.
  • 3. Kylian Mbappé — Real Madrid: 100 milhões; 70 milhões dentro do campo e 30 milhões fora do campo.
  • 4. Erling Haaland — Manchester City: 85 milhões; 60 milhões dentro do campo e 25 milhões fora do campo.
  • 5. Vinícius Júnior — Real Madrid: 76 milhões; 48 milhões dentro do campo e 28 milhões fora do campo.
  • 6. Lamine Yamal — Barcelona: 55 milhões; 35 milhões dentro do campo e 20 milhões fora do campo.
  • 7. Sadio Mané — Al-Nassr: 54 milhões; 50 milhões dentro do campo e 4 milhões fora do campo.
  • 8. Jude Bellingham — Real Madrid: 45 milhões; 29 milhões dentro do campo e 16 milhões fora do campo.
  • 9. Harry Kane — Bayern de Munique: 42 milhões; 29 milhões dentro do campo e 13 milhões fora do campo.
  • 10. Mohamed Salah — Trabzonspor: 40 milhões; 20 milhões dentro do campo e 20 milhões fora do campo.

A metodologia da revista Forbes distingue os rendimentos dentro do campo como salários-base, prémios e, em alguns casos, acordos de direitos de imagem associados aos clubes dos rendimentos fora do campo, que incluem patrocínios, licenciamento, presenças comerciais, produtos de recordação e receitas de negócios nos quais os jogadores têm participações relevantes.

As estimativas baseiam-se em bases de dados públicas, incluindo a Capology, notícias e conversas com profissionais do sector. Os valores são convertidos para dólares norte-americanos e apresentados antes de impostos e comissões de agentes. As receitas de investimentos, como juros e dividendos, não são contabilizadas, embora possam ser incluídos pagamentos provenientes da venda de participações empresariais. As comissões de transferência também ficam excluídas.

Para os atletas profissionais angolanos os valores deste ranking são estratosféricos e estão muito distantes da realidade económica da maioria dos atletas angolanos. Ainda assim, a distinção entre rendimentos desportivos e comerciais levanta uma questão importante para quem constrói uma carreira no desporto.

Um atleta não precisa de ganhar milhões para começar a pensar na sua marca pessoal. A reputação, a disciplina, a forma de comunicar, a relação com os adeptos e a credibilidade perante potenciais patrocinadores podem fazer parte da construção de uma carreira sustentável.

Esta reflexão não se limita ao futebol. Aplica-se também ao basquetebol, ao atletismo, ao andebol e a outras modalidades.

A pergunta que fica para os atletas angolanos é simples: quanto ganhas dentro e fora de campo e como geres a tua imagem?

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