A corrida mundial à inteligência artificial continua a acelerar. Empresas tecnológicas ligadas ao sector estão a captar investimentos de milhares de milhões de dólares, enquanto novas operações no mercado de capitais reforçam o entusiasmo dos investidores.
Mas nem todos acreditam que este crescimento será sustentável. Um estudo realizado junto de mais de 1.000 investidores institucionais e gestores de património, cada um responsável por carteiras superiores a 250 mil dólares, concluiu que 67% temem que esteja a formar-se uma bolha financeira em torno da inteligência artificial.
O receio surge numa altura em que empresas associadas à nova vaga tecnológica atingem valorizações recorde.
As preocupações recordam dois episódios marcantes da história financeira. O primeiro foi a bolha das empresas “ponto.com”, no início dos anos 2000, quando investidores apostaram fortemente em negócios ligados à internet que ainda não geravam lucros consistentes. Quando a realidade não correspondeu às expectativas, os mercados sofreram fortes quedas.
O segundo caso foi a crise do subprime, em 2008, provocada pelo excesso de crédito imobiliário de alto risco nos Estados Unidos, que acabou por desencadear uma crise financeira global.
Apesar das comparações, muitos analistas destacam uma diferença importante: a inteligência artificial já está a gerar receitas e aplicações concretas em vários sectores da economia. Ainda assim, a principal dúvida permanece. Os resultados futuros serão suficientes para justificar o enorme volume de dinheiro actualmente investido?
Para já, os mercados continuam optimistas, mas os sinais de prudência começam a ganhar força entre alguns dos maiores investidores do mundo.





