Os angolanos que vivem no estrangeiro estão entre as comunidades africanas que menos enviam dinheiro para o seu país de origem. Segundo o relatório Perspectivas Económicas 2026, do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), os cerca de 620 mil angolanos na diáspora enviaram aproximadamente 52 milhões USD para Angola em 2024, o equivalente a apenas 83 USD por migrante.
O contraste é significativo: a média angolana ficou 189 vezes abaixo da registada pela diáspora do Djibouti, 122 vezes abaixo da Nigéria e 111 vezes abaixo do Quénia.
Mas por que razão entra tão pouco dinheiro?
A resposta envolve vários factores. O custo das transferências para Angola é elevado e pode consumir uma parte importante do valor enviado. A falta de confiança no sistema bancário, dificuldades no acesso às divisas e os rendimentos relativamente baixos de muitos emigrantes também pesam.
Para uma família angolana, isto significa menos apoio financeiro vindo de parentes no exterior. Para o país, significa também menos recursos a entrar na economia.
O desafio, portanto, não é simplesmente convencer a diáspora a enviar mais. É criar condições para que enviar dinheiro para Angola seja mais barato, simples e confiável.





