Apenas 68.423 participantes estavam inscritos em fundos de pensões em Angola no final de 2025, segundo dados da Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG). O número representa um crescimento de 4% face ao ano anterior, mas continua a revelar uma participação limitada neste tipo de mecanismo de preparação para a reforma.
Durante 2025, os fundos de pensões pagaram cerca de 135,7 mil milhões de kwanzas em benefícios, dos quais 119,4 mil milhões Kz foram destinados a pensões de velhice. O valor total dos benefícios aumentou quase 15% em relação a 2024.
O mercado contava com 46 fundos de pensões. Destes, apenas 11 eram fundos abertos, onde qualquer pessoas pode inscrever-se, enquanto 35 eram fechados, associados a empresas, empregadores ou grupos profissionais.
Os fundos fechados concentravam 96,63% do património, enquanto os fundos abertos representavam 3,37%. Três entidades gestoras concentravam ainda 69% dos participantes.
A ARSEG defende a necessidade de aumentar o acesso aos fundos de pensões, incluindo entre profissionais liberais e trabalhadores do sector informal, e reforçar a literacia financeira.
Para o trabalhador comum, a questão é simples: quanto mais cedo começar a preparar financeiramente a reforma, mais opções poderá ter no futuro.