O Banco Mundial revelou que a subida do preço do gasóleo em Angola teve um efeito devastador: mais 94 mil pessoas foram empurradas para a pobreza. Esta realidade resulta do corte progressivo dos subsídios aos combustíveis, medida do Governo para equilibrar as contas públicas.
O problema é que o impacto atinge diretamente a vida das famílias. O gasóleo é essencial para o transporte de mercadorias e passageiros, o que significa que, sempre que sobe, aumentam também os preços dos produtos no mercado. Para quem já tinha dificuldade em equilibrar o orçamento, a situação torna-se insustentável.
Na prática, isto traduz-se em mais caro para ir ao trabalho, comprar alimentos e pagar serviços básicos. O efeito em cadeia pesa sobretudo sobre as famílias de rendimento baixo e médio, que gastam uma maior fatia do salário em transportes e alimentação.
Especialistas defendem que, para evitar um colapso social, o Governo deve compensar estas medidas com apoios diretos às famílias mais vulneráveis, garantindo que a poupança nas contas públicas não se traduz em maior desigualdade.
Em resumo: gasóleo mais caro não é apenas uma questão económica, é um problema que chega ao prato e ao bolso do cidadão comum.