A cada 10 angolanos empregados, 8 estão no mercado informal

O mercado de trabalho angolano está a criar mais ocupação, mas continua a enfrentar um problema estrutural: a maioria dos trabalhadores está no sector informal.

Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que, no II trimestre de 2026, Angola tinha 10,17 milhões de pessoas empregadas. A taxa de emprego subiu de 42,3% para 44,2%. Mas cerca de 80,1% desses trabalhadores estavam no sector informal.

Na prática, isto significa que, por cada 10 pessoas empregadas, aproximadamente oito trabalham em actividades informais. Para muitas famílias, a informalidade é uma forma de garantir rendimento quando as oportunidades de emprego formal são insuficientes.

O problema é que este tipo de trabalho pode oferecer menos protecção. Sem contrato ou contribuições regulares para a Segurança Social, uma doença, uma quebra nas vendas ou a perda da actividade pode representar um golpe directo no orçamento familiar.

A situação é ainda mais preocupante entre os jovens. No II trimestre, a taxa de desemprego dos 15 aos 24 anos chegou a 40,5%.

É neste contexto que a emigração ganha força. Como observa o Expansão, quando a economia não consegue criar empregos produtivos e formais em quantidade suficiente, procurar oportunidades fora do país pode tornar-se uma alternativa para muitos angolanos.

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