A TAAG – Linhas Aéreas de Angola terminou o exercício de 2025 com prejuízos estimados em cerca de 144,7 milhões de dólares, mantendo uma tendência de resultados negativos nos últimos anos. Apesar de melhorias operacionais, a companhia continua sob forte pressão financeira.
Entre os principais factores apontados estão o aumento dos custos do combustível de aviação, investimentos na modernização da frota e a reorganização interna da empresa. Estes elementos têm pesado significativamente nas contas da transportadora nacional.
Perante este cenário, a TAAG admite que poderá rever em alta os preços das passagens aéreas já em 2026. A medida surge como forma de ajustar a operação à realidade dos custos, garantindo maior sustentabilidade financeira da empresa.
Na prática, esta decisão pode ter impacto directo no bolso dos passageiros. Viajar de avião dentro de Angola ou para o estrangeiro poderá tornar-se mais caro, afectando famílias, estudantes, empresários e o sector do turismo.
Ao mesmo tempo, a companhia defende que estas mudanças fazem parte de um processo de transformação interna, que inclui modernização e melhoria da eficiência operacional. O grande desafio será equilibrar a viabilidade financeira da TAAG com a acessibilidade dos serviços para a população.





