Em Angola, mais de metade das mulheres não participa nas decisões sobre grandes compras do agregado familiar. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), 58,6% das mulheres ficam fora dessas decisões, enquanto 24,4% decidem em conjunto com o parceiro e 17% tomam a decisão sozinhas.
A diferença torna-se ainda maior quando está em causa o dinheiro do parceiro: 70,2% das mulheres não participam na decisão sobre a sua utilização. Apenas 25,1% decidem conjuntamente e 4,7% tomam a decisão sozinhas.
Para uma família comum, estes números ajudam a perceber que a gestão do dinheiro não envolve apenas rendimento. Envolve também quem participa nas escolhas sobre despesas importantes, saúde, educação e bem-estar dos filhos.
O estudo mostra ainda que a situação varia conforme o local de residência e que estar empregada não garante, por si só, maior autonomia nas decisões familiares.
O tema coloca uma questão prática para muitas famílias: como podem marido e mulher participar de forma mais equilibrada nas decisões que afectam o orçamento familiar?