A capacidade de poupar dinheiro continua a ser um desafio para a maioria das famílias angolanas. Segundo dados do Inquérito de Conjuntura no Consumidor, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), apenas cerca de 25% das famílias no país dizem conseguir guardar algum dinheiro na actual situação económica.
O número representa uma queda significativa face ao trimestre anterior, quando mais de metade das famílias afirmava ainda ter capacidade de poupança. Esta mudança mostra como o aumento do custo de vida e a pressão sobre os rendimentos familiares têm reduzido a margem financeira no final do mês.
Mesmo com esta realidade, o relatório aponta alguns sinais moderados de optimismo. As famílias demonstram expectativas ligeiramente mais positivas em relação à evolução da economia e da sua situação financeira nos próximos 12 meses.
Outro dado relevante é que muitas famílias não planeiam realizar grandes compras, como casa ou viatura, nos próximos dois anos. Esta decisão revela prudência e uma tentativa de evitar compromissos financeiros num contexto ainda marcado por incerteza.
Ainda assim, o indicador geral de confiança do consumidor continua em terreno negativo há vários anos, mostrando que o sentimento económico das famílias permanece frágil.
Num cenário como este, a gestão do orçamento familiar e a educação financeira tornam-se cada vez mais importantes para ajudar as famílias a criar alguma margem de segurança.