Ser babá para uma família muito rica está a deixar de ser apenas um trabalho de cuidados infantis. Segundo o jornal The Economist, o segmento de luxo está a tornar-se mais exigente e também mais lucrativo, com algumas profissionais a receberem até US$ 200 mil por ano.
Um dos exemplos apresentados pela publicação é o de uma babá que trabalha pelo menos 12 horas por dia, sete dias por semana, mas depois tem uma semana inteira de descanso, num sistema de rotação. Quando calculado à hora, o rendimento pode ser comparável ao de um alto executivo do mercado financeiro.
Há cerca de uma década, remunerações deste nível eram raras neste mercado. Hoje, as famílias mais ricas procuram babás com formação especializada, domínio de vários idiomas, diplomas universitários e disponibilidade para viajar frequentemente.
O crescimento deste mercado mostra também como determinados serviços podem atingir salários muito elevados quando combinam especialização, responsabilidade e escassez de profissionais qualificados.
Para o mercado de trabalho, é uma tendência curiosa: uma profissão tradicionalmente associada a salários modestos pode, num segmento muito específico, aproximar-se dos rendimentos de algumas carreiras consideradas de topo.
Em Angola, os serviços de cuidadoras de infância são relativamente baratos. Mas esta tendência mostra como a capacitação pode mudar o valor de uma profissão. Formação específica, domínio de línguas e preparação para acompanhar crianças com necessidades especiais podem permitir que estas profissionais se diferenciem no mercado e, consequentemente, alcancem salários mais elevados.





