Uma investigação em Espanha revelou um esquema que explorava pessoas idosas, sobretudo aquelas que viviam sozinhas ou tinham pouco contacto diário com familiares.
Segundo a investigação policial, os suspeitos aproximavam-se das vítimas através de vendas porta a porta. Aspiradores, robôs de cozinha, colchões e outros produtos eram vendidos por valores elevados e financiados a prestações. Com o acumular das dívidas, surgiam depois outras pessoas que se apresentavam como especialistas capazes de resolver o problema.
A alegada solução acabava por ser ainda mais grave: convencer as vítimas a transferir a propriedade das suas casas. Em pelo menos um caso citado pela imprensa espanhola, uma habitação avaliada posteriormente em 430 mil euros tinha sido entregue por apenas 30 mil euros.
A polícia deteve 32 pessoas e identificou 54 habitações relacionadas com o esquema, o chefe da quadrilha possuía 18 apartamentos obtidos de forma fraudulenta.
Para as famílias angolanas, o caso deixa uma lição importante: idosos precisam de atenção especial quando assumem créditos, assinam contratos ou são abordados por vendedores desconhecidos.
Antes de assinar, comprar ou entregar um bem como garantia, é essencial ler o contrato, confirmar os valores e procurar uma segunda opinião.