Os professores angolanos iniciam esta segunda-feira, 21 de Setembro, uma nova greve, num impasse que envolve salários, progressão na carreira e outras questões financeiras.
A paralisação, prevista até 15 de Outubro, é a primeira de quatro fases convocadas pelo Sindicato Nacional de Professores (SINPROF) para o ano lectivo 2026/2027. Entre as reivindicações estão o reajuste salarial, pagamento de retroactivos, promoção e nivelamento das carreiras e inclusão de professores em processos de ingresso e acesso.
Para o cidadão comum, a questão vai além do salário de quem está à frente da sala de aula. Professores com carreiras regularizadas e remunerações adequadas fazem parte de um sistema de educação que precisa de estabilidade para funcionar.
O Governo afirma que já está a executar medidas para responder às reivindicações. Segundo o secretário de Estado para o Trabalho e Segurança Social, 27 mil agentes da educação admitidos em 2017 e 2018 deverão ter as categorias actualizadas em Outubro, enquanto os admitidos entre 2019 e 2020 deverão ser abrangidos no primeiro trimestre de 2027.
O Executivo refere ainda o reforço orçamental e maior autonomia financeira das escolas. O SINPROF, por sua vez, mantém a greve e defende o cumprimento das reivindicações.
O impasse coloca uma questão importante:quanto deve Angola investir nos seus professores para garantir uma educação mais estável e preparar melhor as próximas gerações?