Desemprego volta a subir para 21,3% e jovens são os mais afectados

O desemprego em Angola voltou a aumentar no arranque de 2026 e os novos números mostram uma realidade difícil para milhares de famílias. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego subiu para 21,3% no primeiro trimestre do ano, atingindo mais de 2,59 milhões de pessoas.

Os jovens continuam a enfrentar os maiores desafios. Entre os 15 e os 24 anos, a taxa de desemprego chegou aos 40,7%, o que significa que quase metade dos jovens activos está sem trabalho. As mulheres também registam níveis mais elevados de desemprego quando comparadas com os homens.

Apesar de o país ter criado mais postos de trabalho nos primeiros meses do ano, a maioria continua ligada ao sector informal. Cerca de oito em cada dez trabalhadores angolanos exercem actividades sem contrato formal ou protecção social.

Na prática, isso significa maior instabilidade financeira para muitas famílias, dificuldade em garantir crédito bancário, acesso limitado à segurança social e menor previsibilidade do rendimento mensal.

O comércio informal, agricultura e pequenos serviços continuam a absorver grande parte da mão-de-obra nacional, reflectindo uma economia onde muitos trabalham, mas poucos conseguem estabilidade profissional.

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