Uma startup tecnológica está a oferecer 800 dólares por apenas um dia de trabalho, mas a tarefa é pouco comum: passar oito horas a criticar e “provocar” chatbots de inteligência artificial.
A vaga foi criada pela empresa Memvid, que procura alguém para atuar como “professional AI bully”. Na prática, a pessoa escolhida terá de conversar com vários chatbots, dar-lhes informações e depois verificar se conseguem lembrar-se desses dados ao longo da conversa. O objetivo é testar e expor um problema recorrente nas ferramentas de IA: a perda de memória e de contexto durante interações longas.
O trabalho paga cerca de 100 dólares por hora, durante um turno de oito horas. Não são exigidas qualificações técnicas, apenas ter mais de 18 anos, paciência para repetir perguntas e estar confortável a ser gravado durante o teste.
A iniciativa também funciona como estratégia de marketing da empresa, que desenvolve soluções para melhorar a memória das inteligências artificiais. Segundo os fundadores, muitas pessoas ficam frustradas por terem de repetir informações várias vezes aos chatbots.
Apesar de parecer apenas uma curiosidade, este tipo de iniciativa mostra como o mercado tecnológico está a criar novos tipos de trabalho ligados à inteligência artificial, onde o papel humano continua essencial para testar, corrigir e melhorar estas ferramentas.